REVENDEDORES DIZEM QUE ACORDO DOS CARROS ESTÁ AMEAÇADO

O acordo automobilístico, que permitiu a recuperação do setor nos últimos quatro meses, está ameaçado, na opinião do representante dos revendedores. "Houve uma radicalização dos trabalhadores", disse Alencar Burti, presidente da FENABRAVE. Ele se referiu à posição dos metalúrgicos de querer manter a cláusula do acordo que prevê estabilidade do nível de emprego. Mas ressalvou: "Não considero o acordo rompido". O que está no centro das divergências é o fraco desempenho do mercado de caminhões. Apesar do acordo, as vendas no primeiro semestre foram de 12.305 unidades, 40% a menos do que no mesmo período do ano passado. Para Roberto Bogus, vice-presidente da ANFAVEA, "a estabilidade do nível de emprego deve ser discutido segundo a realidade de cada setor". Ele não quis antecipar, no entanto, se as montadoras fariam uma proposta à parte para os metalúrgicos das empresas fabricantes de caminhões (FSP).