O aumento do desemprego e, consequentemente, do número de ambulantes nas ruas do país, levaram a CUT (Central Única dos Trabalhadores) a criar o Sindicato dos Trabalhadores da Economia Informal. A entidade já foi implantada em São Paulo, onde conta com 1,1 mil associados, e no Rio de Janeiro. O mesmo sindicato está sendo preparado em São José dos Campos, Campinas e no ABC paulista. Segundo os dirigentes da CUT, a automação e a terceirização estão levando os trabalhadores ao desemprego. Essa situação, afirmam, foi agravada com a recessão econômica. "A modernização tecnológica coincidiu com a crise e os demitidos não encontram recolocação", afirma Carlos Roberto Silveira, diretor da CUT Regional São Paulo. Embora os sindicatos recém-criados tenham por objetivo principal organizar os ambulantes, microempresários, terceirizados pelas empresas de origem, também estão sendo filiados. "São todos trabalhadores demitidos recentemente e com registro em carteira nos 12 meses anteriores à demissão", explica Silveira. De acordo com ele, existem 130 mil ambulantes na capital paulista. Entre eles, engenheiros, jornalistas, desenhistas e contadores (O ESP).