Ana Acioli e Dário César Cavalcanti, considerados os assessores particulares mais próximos do presidente Fernando Collor, recebiam dinheiro do "fantasma" José Carlos Bonfim, o mesmo que pagou o Fiat Elba de Collor. A CPI do caso PC Farias já tem provas de que Bonfim é o codinome usado pelas duas pessoas mais próximas do empresário alagoano: seu sócio Jorge Bandeira e a secretária Rosinete Melanias de Carvalho. Essa nova conexão entre as contas que pagavam as despesas do presidente da República e PC foi descoberta ontem pela CPI, através do extrato da conta de Bonfim no Banco Rural. A comprovação de que pessoas ligadas a PC emitiam cheques também para o capitão Dário César, de acordo com integrantes da CPI, pode ratificar o depoimento do motorista Eriberto França. Ele contara que, na ausência de Ana Acioli, Dário recebia o dinheiro enviado por Rosinete para as despesas de Collor. Dário César , que foi ajudante de ordem de Collor no governo de Alagoas e chefiou sua segurança durante a campanha, é hoje assessor adjunto da secretaria particular do presidente (O Globo).