MOVIMENTO COMUNITÁRIO DO RJ SE REVITALIZA

A` margem da crise em que está mergulhada a FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro), envolvida em denúncias de corrupção e desmantelada internamente, o movimento comunitário no Rio, que por um período parecia fadado à extinção, mostra sinais de revitalização. É bem verdade que as lutas já não são integradas, como o foram até a primeira metade da década de 80, quando as zonas Sul, Norte, Oeste e Baixada Fluminense apoiavam umas às outras. Mas as vitórias que, mesmo isoladamente, foram conquistadas nos últimos dois anos pelas associações demonstram um fortalecimento dessas entidades, que amargaram um longo período de apatia. Associações de moradores atuantes, colecionadoras de vitórias, como as do Flamengo, Barra, Gávea, Lauro Muller e Laranjeiras, dão mostras de que o movimento volta a ganhar força, ainda que agindo dentro dos muros de seu bairro. Isso já é um grande avanço", avalia o vereador Chico Alencar (PT), eleito graças à sua atividade comunitária de mais de 10 anos à frente da Associação de Moradores da Saens Pen~a e FAMERJ. "As pessoas se cansaram da apatia, da desesperança. Perceberam que, já que não dá para se mudar para o Canadá, o jeito é lutar pela melhoria do seu microcosmos", diz (JB).