A isonomia salarial entre os três poderes deverá ter um impacto na folha de salários do funcionalismo da União de 50% a 60% em valores reais. A avaliação é do ministro do Trabalho e Administração, João Mellão Neto. Atualmente, a folha é de Cr$2,8 trilhões. As tabelas propondo alternativas para obter a equivalência dos vencimentos estão sendo concluídas pelos técnicos do Ministério que, na próxima semana, discutirão com o Ministério da Economia quanto o Tesouro dispõe para fazer a isonomia e definir o valor do reajuste linear, que será concedido em agosto. As tabelas de vencimentos do Legislativo e do Judiciário, superiores às
49161 do Executivo, terão de ser adequadas, diz Mellão. Assim, das 11 tabelas existentes, sobrarão apenas sete para igualar os salários. Para o ministro, o ideal é que o governo conceda o reajuste linear junto com a isonomia, já em agosto, para não acirrar as distorções. Os salários do mercado também servirão como base para definir os vencimentos dos funcionários públicos (JB).