Uma rede de computadores, internacional e gratuita, subsidiará cientistas ou ambientalistas interessados em preservar a biodiversidade, ou seja, o conjunto dos diferentes seres vivos da Terra. Com um microcomputador, um modem e acesso às redes já existentes, qualquer usuário poderá, em breve, obter informações armazenadas em instituições internacionais. A rede vai abrir as "portas eletrônicas" de bancos de dados famosos, como o do Museu de História Natural de Londres, onde estão catalogados 6,7 milhões de animais e plantas coletados em mais de 200 anos de pesquisas, ou da Fundação Nacional de Ciência (NSF), dos EUA, sobre biologia ambiental ou manejo de fauna e flora; ou ainda os códigos de DNA, fundamentais ao desenvolvimento da engenharia genética, armazenados no Centro de Recursos Microbiológicos, da Suécia. A criação da rede-- já apelidada de BIN21 ou Biodiversity Internacional Network 21-- foi a principal resolução tomada por 35 cientistas e engenheiros de computação reunidos na Fundação Tropical de Pesquisas e Tecnologia André Tosello, em Campinas (SP), durante esta semana. Os participantes da reunião já se conheciam por computador. Todos conversam diariamente, através de conferências e/ou correio eletrônico, em redes conhecidas como Bitnet, Internet, APC, Alternex-- do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas)-- etc. (JC).