O lucro líquido do BIRD (Banco Mundial) cresceu 37% no ano fiscal terminado em 30 de junho para US$1,65 bilhão, abrindo o caminho para US$675 milhões em alocações para sua área de empréstimos concessional, a International Development Association (IDA). O conselho do banco de 163 nações aprovou medidas que alocam imediatamente US$300 milhões do lucro líquido do ano passado na IDA, e reserva uma verba de US$375 milhões até que as nações doadoras da IDA cheguem a um acordo quanto ao reabastecimento do financiamento da operação. O BIRD espera levantar por volta de US$18 bilhões, que os funcionários do banco dizem que manterá o financiamento da IDA sem modificações em termos reais quanto ao seu prévio reabastecimento de capital. A IDA foi criada em 1960 para fornecer fundos de desenvolvimento de baixo custo às nações mais pobres. Os outros resultados das operações do ano fiscal de 1992 demonstram que os tomadores de empréstimos de médio e longo prazo cresceram 8,3% para US$11,79 bilhões. O custo médio dos empréstimos tomados pelo BIRD no último ano caiu de 8,06% para 6,69%, no ano fiscal de 1991. Como resultado do custo reduzido dos empréstimos no ano fiscal de 1992, o conselho executivo do BIRD também aprovou uma medida para renunciar parcialmente aos encargos de juros no ano fiscal de 1993 para emprestadores que pagam suas dívidas ao banco dentro do prazo. A taxa média de empréstimo no ano fiscal de 1992 foi de 7,6% ante 7,73% de juros anuais no ano fiscal anterior. O BIRD pretende levantar empréstimos de até US$13,6 bilhões nos mercados internacionais no ano fiscal de 1993-- julho de 1992 a junho de 1993--, incluindo o lançamento de seu primeiro bônus global em marcos. A vice- presidente e tesoureira do BIRD, Jesica P. Einhorn, disse que o nível exato de empréstimo para o ano que termina em 30 de junho de 1993 está ligado às condições do mercado. Mas ela disse que o banco pretende progredir sua tomada de empréstimo de médio e longo prazo, que avançou 8,3% para US$11,79 bilhões no último ano fiscal. O Banco Mundial tomou emprestado em 15 moedas no último ano fiscal, apesar de ter trocado depois principalmente por dólares, ienes, marcos e francos suíços (GM).