ONU DIZ QUE AINDA HÁ ESCRAVIDÃO NO BRASIL

Depois de 104 anos da assinatura da Lei Áurea, o Brasil está sendo denunciado na ONU por várias organizações internacionais de defesa dos direitos humanos como um dos países onde se praticam "formas contemporâneas de escravidão": venda de crianças, trabalho escravo, turismo de prostituição, remoção de órgãos de crianças para venda no mercado de transplantes e outros. Num relatório de 48 páginas, Brasil, Índia, Sri-Lanka, Paquistão e China são citados em praticamente todos os tipos de escravidão moderna, violando convenções e tratados internacionais. A Anti-Escravidão Internacional, uma das várias ONGs com status de consultora junto à ONU, denunciou a "escravidão branca" no Brasil. Segundo a entidade, mulheres e menores do Sul do Pará e do Maranhão estão sendo levadas para bordéis próximos a grandes projetos de construção civil ou exploração de minas. Elas são cooptadas com falsas promessas de emprego e bons salários, mas se tornam escravas e raramente têm acesso ao dinheiro que fazem movimentar. Já a ONG Federação Abolicionista Internacional estima que 10% das crianças brasileiras estão envolvidas em prostituição. A prostituição de meninos, segundo essas ONGs, é um mercado que está crescendo no país. A maioria das crianças prostituídas é mulata ou negra. O Brasil também é denunciado por violar as convenções que proíbem o trabalho infantil (O Globo).