ÍNDIO ACUSA STRONG DE FICAR COM DÓLARES

Álvaro Tucano, um dos coordenadores da Aldeia Kari-Oca durante a Rio-92, acusou ontem o secretário-geral da conferência, Maurice Strong, de ter ficado com US$50 mil (Cr$230 milhões) destinados ao Comitê Intertribal 500 Anos de Resistência, responsável pela organização do evento. Tucano esteve ontem na Aldeia Kari-Oca, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (capital), para verificar o prejuízo causado por um incêndio provocado por um balão. Ele contou que os índios receberam duas doações para sua conferência: uma delas, no valor de US$40 mil (Cr$184 milhões), foi obtido junto ao governo canadense; e a outra, US$1 milhão (Cr$4,6 bilhõesd), foi concedida pelo governo holandês. Maurice Strong ficou com US$50 mil da verba de US$1 milhão, mas não foi
49114 só ele. As Organizações Não-Govenamentais (ONGs) se apoderaram de US$700
49114 mil (Cr$3,22 bilhões). Houve ONG que comprou computador com a nossa verba
49114 e depois da conferência levou para casa. Nós ficamos quase sem nada. Da
49114 verba de US$1 milhão, só nos restaram US$80 mil (Cr$368 milhões) para
49114 despesas como alimentação e passagens nacionais e internacionais, revelou Álvaro Tucano. A Aldeia Kari-Oca custou US$40 mil. Para pagar as passagens de volta de 13 índios tucano que ajudaram a construir a aldeia, o comitê teve de recorrer à ONU. Os índios só embarcaram para suas aldeias há duas semanas (O Globo).