O crescimento real de 156%, ocorrido no primeiro semestre, na dívida mobiliária federal (títulos emitidos pelo governo) é preocupante, e a estratégia do Banco Central insuficiente. O diagnóstico é do economista Paulo Nogueira Batista Júnior, do Instituto de Estudos do Setor Público (Iesp), de São Paulo. Para ele, a única fonte de pressão sobre o estoque total da dívida interna que não se repetirá no segundo semestre é a liberação dos cruzados novos. O saldo comercial e a captação de recursos no exterior por empresas brasileiras, em sua maioria privadas, continuarão a pressionar fortemente a base monetária. "Como os dólares obtidos são das empresas, não do governo, a compra das divisas exige emissão de cruzeiros ou de títulos, gerando inflação pelo descontrole da moeda ou aumento da dívida", explicou o economista (JB).