GUERRA MONTA BASES DE COMERCIALIZAÇÃO NA ARGENTINA

Com um faturamento estimado para este ano entre US$16 milhões e US$18 milhões, 50% menor em relação ao pico ocorrido no período de 1989/90, a empresa de Caxias do Sul (RS). A Guerra Implementos Rodoviários S/A, quinta maior fabricante de carroçarias para caminhões do país, conforme a revista "Balanço Anual", está montando bases de comercialização na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai com o objetivo de escoar parte da produção. A expectativa é de que até dezembro o volume de negócios cheque a US$4 milhões. "Exportações é uma coisa nova dentro do grupo. Em 1993 poderemos chegar a US$12 milhões, já que toda estrutura estará consolidada", previu o diretor comercial da empresa, Marcos Guerra. Sob sua orientação, a Guerra deflagrou uma série de ações em busca de parceiros nos países do MERCOSUL. O primeiro fato concreto dessa nova investida foi a nomeação da Vicherat, Vicherat y Pradenas Ltda. (Vivipra), do Chile, como representante no mercado chileno. Na semana passada, o empresário gaúcho firmou com o grupo empresarial uruguaio Montenegro Uruguaia S/A, de Montevidéu, um acordo comercial pelo qual a empresa uruguaia importará os produtos da Guerra em regime CRD, fará a montagem, comercializará e dará assistência técnica aos clientes. "Neste primeiro ano deveremos fazer negócios na ordem de US$600 mil com o parceiro uruguaio", diz o diretor comercial da Guerra. A empresa caxiense, segundo ele, vem trabalhando com um faturamento médio situado entre US$1,3 milhão e US$1,4 milhão por mês, utilizando 50% da capacidade instalada: produz atualmente 90 semi-reboques mensais, enquanto o parque está dimensionado para produzir até 180 unidades por mês. A Guerra disputará o mercado argentino com a Randon S/A, também de Caxias do Sul, que chegou antes à Argentina (GM).