REFINAÇÕES ADAPTA-SE AO MOMENTO RECESSIVO

A Refinações de Milho Brasil, maior produtora do país de aveia, milho e féculas, conforme a revista "Balanço Anual", deverá repetir neste ano o resultado de vendas obtido em 1991, quando a rentabilidade da empresa cresceu cerca de 10%. "Desde julho, a comercialização de alimentos vem apresentando uma ligeira melhora, após as dificuldades enfrentadas em maio e junho, em virtude da recessão econômica e da crise política", afirma John Bush, diretor-geral da empresa. A expectativa de Bush é de que a Refinações-- com dois centros de distribuição em Belém (PA) e São Bernardo do Campo (SP)-- venda no mercado interno cerca de 150 mil toneladas de alimentos, volume pouco abaixo do obtido em 1991, tendo com isso uma receita nesse setor de US$300 milhões a US$350 milhões. Uma das principais razões do desempenho favorável em 1992, segundo o diretor-geral, é o processo de reformulação desencadeado no início do ano passado, que vem adequando a empresa a um mercado consumidor mais retraído. "Reduzimos a oferta de produtos mais elaborados, incompatíveis com um período recessivo, redimensionamos as nossas unidades operacionais e fechamos fábricas ineficientes", diz. Desde março último, a Refinações de Milho Brasil possui uma diretoria do MERCOSUL, destinada à comercialização de alimentos com os países envolvidos nesse mercado. A empresa atua nos quatro países. "Já negociamos, após a criação da diretoria, mais de US$1 milhão", afirma Bush. A Refinações está exportando para a Argentina sua linha de sopas infantis e ovo líquido e trazendo daquele país a Hellmanns Salad, um tempero à base de maionese para ser misturado à salada. A estratégia da empresa é concentrar a produção de determinados alimentos nos países onde o custo fixo da fabricação é menor, exportando-os às demais nações do MERCOSUL. É o caso das sopas infantis, produzidas no Brasil e exportadas à Argentina e Uruguai. O comércio entre os países do MERCOSUL vem crescendo rapidamente, diz Bush. "Buscamos dar novas opções de negócios aos nossos clientes-- as grandes cadeias de supermercados, atacadistas e distribuidores-- e satisfazer os acionistas e consumidores", acrescenta (GM).