A Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo divulgou ontem uma pesquisa com a variação de 90 tarifas e preços públicos municipais, estaduais e federais, entre janeiro e junho deste ano. O recorde ficou com o óleo diesel, que teve reajuste de 325%, contra uma inflação de 174,11% medida pela TR. No semestre, o salário-mínimo aumentou 139,49%. Apenas o preço dos estacionamentos delimitados pela prefeitura, que subiram 136%, ficou abaixo dos índices de inflação. As tarifas federais foram as que mais subiram. Depois do óleo diesel, vêm telefonicas DDD (300% de aumento), Sedex (279,12%), ficha telefônica local (275,62%), pulso telefônico (275,08%), encomenda normal de correio (272,08%) e trem de subúrbio (260%). Entre as empresas estaduais, os preços dos troleibus lideraram, com reajuste de 233,33% no período. A seguir aparecem as tarifas rural e comercial da ELETROPAULO, com 230,35% e 221,54%, respectivamente. No município, subiram mais os preços dos ônibus da CMTC, que acumularam 242,35%. Os outros índices utilizados na pesquisa foram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que ficou em 173,20% no período; o Índice de Custo de Vida (ICV), que registrou 171,25%; o Índice Geral de Preços (IGP), que atingiu 165,46%; e o Índice da Cesta Básica, com variação de 146,53% (O Globo).