DÍVIDA INTERNA É DE CR$106,48 TRILHÕES

A dívida interna (títulos federais em poder do público) atingiu no final de junho Cr$106,48 trilhões, crescendo 29,1% nominais, contra 32,67% em maio. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central. Esses dados levam em conta a média dos saldos diários. A base monetária-- papel-moeda em circulação mais reservas bancárias no BC-- aumentou no mês passado 24,6%, a maior taxa de expansão do semestre. A compra de divisas teve um impacto de Cr$3,7 trilhões, inferior, assim, à média dos três meses anteriores, de Cr$5,2 trilhões. No primeiro semestre, a pressão das operações externas (compra de reservas cambiais) na base atingiu Cr$26 trilhões. O superávit do Tesouro Nacional contrabalançou parte desse foco expansionista da base monetária, representando uma ajuda de Cr$1,09 trilhão no mês passado e de Cr$3 trilhões ao longo do primeiro semestre. A dívida mobiliária fora do BC cresceu 156%, em valores reais, de dezembro do ano passado a junho. O saldo passou de Cr$12,35 trilhões para Cr$106,48 trilhões, equivalente a 7,8% do PIB. Ao final de 1989, antes do confisco determinado pelo Plano Collor I, o estoque da dívida pública representava 15,2% do PIB. Confrontando-se os saldos de final de mês, a base monetária cresceu 14,9% em junho. O aumento total da base foi de Cr$1,8 trilhão, por causa do "enxugamento" provocado pela emissão de títulos. O BC anunciou também que as reservas cambiais do país atingiram no final de maio novo recorde histórico: US$16,91 bilhões pelo conceito de caixa. O aumento foi de US$1,75 bilhão em relação ao final de abril. O ritmo de crescimento das reservas, no entanto, tem-se desacelerado. Em junho, por exemplo, o saldo cambial ficou em US$1,84 bilhão, o que significa queda de 15,9% em relação a maio. A queda foi influenciada pela redução no câmbio das exportações, cuja média diária baixou de US$167 milhões em maio para US$150 milhões em junho (FSP) (GM) (O Globo) (JB).