CSN PÁRA O PORTO DE ANGRA DOS REIS

Representantes dos sindicatos dos trabalhadores avulsos e dos portuários, bem como vereadores de Angra dos Reis (RJ) denunciaram, em manifesto às autoridades, a evasão de serviços do Estado do Rio de Janeiro, que já chega a US$7,5 milhões, em virtude da decisão da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) de transferir para o porto de Vitória (ES) a movimentação de seus produtos. O esvaziamento de Angra dos Reis começou em setembro último. O escoamento de produtos da CSN representava 90% das atividades de Angra dos Reis, correspondendo o restante a operações com blocos de granito, tubos da Metalúrgica Barbará e trigo. As atividades do porto estão reduzidas às operações com o trigo. Os sindicalistas dizem que a CSN optou pelo porto de Vitória em virtude da postura comercial dos representantes da Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA) além da questão de custos. A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) cobrava, até setembro último, tarifa portuária de US$11, a tonelada. Em abril, passou a cobrar entre US$15 e US$16 a tonelada. Com a troca do porto de Angra pelo de Vitória, houve mudança no regime de cobrança. Ao invés da tarifa portuária, foi feito um contrato operacional, com a CSN comprometendo-se a fornecer 360 mil toneladas/ano de carga para transporte. Os dirigentes sindicais de Angra dos Reis dizem que não saber quanto é cobrado pela CODESA e informam que em Angra chegou haver movimento de 90 mil toneladas de produtos da CSN em um único mês. O documento faz a análise do desempenho do porto de Angra, capacitado a escoar 10 mil toneladas/dia, e críticas a atuação da CDRJ. Afirmam os sindicalistas, entretanto, que os embarques da CSN por Vitória têm custo muito superior aos de Angra (JC) (JB).