ARNS DIZ QUE IGREJA VAI REAGIR SE A CPI "NÃO FIZER JUSTIÇA"

Se a CPI não fizer justiça a Igreja vai reagir muito mais rápido que em
48999 64. O aviso foi dado ontem pelo cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. Traçando um paralelo entre a posição da Igreja frente ao movimento militar de 64 e a crise que o país vive-- com as denúncias envolvendo o presidente Fernando Collor--, Arns anunciou que, desta vez, não haverá omissão se houver violação da Constituição. Para o cardeal, caso a CPI não faça um "julgamento cabal e severo", a paciência inimitável do povo brasileiro pode acabar depois do dia 11 de agosto, data prevista para seu final. "Se ela não tomar o rumo certo e observar a Constituição, tenho certeza que tanto os operários organizados quanto a população faminta vai dizer um basta, e aí temo pelo pior, por um país ingovernável", afirmou (FSP).