Dois anos depois do desaparecimento de 11 jovens-- oito deles menores de idade-- que teriam sido assassinados por grupo de extermínio em Magé (RJ), os parentes das vítimas participaram ontem de protesto organizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), no Conjunto Habitacional Amarelinho, em Irajá. Embora o caso tenha repercutido em todo o mundo, através da Federação Internacional dos Direitos Humanos, até hoje a polícia não esclareceu a chacina, denuncia o secretário do CEAP, Ivanir dos Santos, acrescentando que as "Mães de Acari"-- como ficou conhecido o grupo de seis mães das vítimas-- ainda não foram recebidas pelo secretário de Justiça, Nilo Batista. Enquanto isso, elas costumam ser ameaçadas, através de cartas e telefonemas anônimos, par que silenciem. "Só vamos sossegar quando soubermos o paradeiro de nossos filhos", avisa Vera Lúcia Flores Mendes, mão de Cristiane Leite de Souza, que tinha 16 anos quando sumiu com o grupo de Magé (JB).