Os assessores do Ministério da Economia destacaram uma parte do projeto de reforma fiscal para tentar sua aprovação ainda este ano. Essa parte, constituída basicamente de mudanças no sistema de impostos, é o que vem sendo chamado de "ajuste fiscal" pela equipe. Entre as prioridades está a aprovação da Contribuição sobre Transações Financeiras (CTF), do Imposto sobre Ativos e do imposto especial sobre energia elétrica, combustível e telefonia. "Não se pode aprovar tudo este ano, mas também não pode ser uma coisa muito pequena a sair do Congresso", comentou, ontem, o ministro Marcílio Marques Moreira. Os impostos que a equipe econômica quer aprovar pretendem evitar perda de receita com a reforma tributária, que deverá extinguir o Finsocial e reduzir outros tributos, como a contribuição sobre o lucro. Com a aprovação desses impostos, o governo obteria, numa hipótese pessimista, 4,8% do PIB (US$20 bilhões) e, na hipótese que a comissão considera provável, 6,2% do PIB (US$27 bilhões). O ministro também deixou claro que não pretende propor taxação diferenciada da CTF para as cadernetas de poupança. "O que as pessoas pagarão em impostos a mais com os novos tributos é muito pequeno e todos vão ganhar com a reforma, que reduzirá o imposto inflacionário, o pior de todos", afirmou (O Globo) (JB).