BRASIL TEM MAIS MENINAS GRÁVIDAS

No Brasil, 40% das adolescentes que engravidam voltam a fazê-lo em menos de três anos. Elas conhecem anticoncepcionais, têm meios de comprá-los, sabem como usá-los e o que pode acontecer se não o fizerem. Mas seu raciocínio é muito fantasioso: acreditam que nada irá lhes acontecer. Ficam grávidas de novo. O número de mães jovens está aumentando no mundo e no Brasil. Em 1976, as mães brasileiras com idades entre 15 e 19 anos eram 11,7% do total. Em 1988 saltaram para 15,3%. Segundo o professor associado de ginecologia da USP, Álvaro da Cunha Bastos, a gravidez precoce pode ser uma forma de o adolescente manifestar rebeldia. O mais aterrador, porém, na opinião da ginecologista Albertina Duarte Takiuti, é a incidência de mortalidade entre as mães adolescentes e seus bebês. Na cidade de São Paulo, o número de mães que morrem com menos de 20 anos só é menor do que as mortes entre grávidas com mais de 35 anos. A mortalidade dos filhos de adolescentes é o dobro da registrada ente mães adultas (FSP).