Os governos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e a prefeitura de Curitiba (PR) chegaram à 6a. Fenasoft (Feira Internacional de Informática), realizada semana passada em São Paulo, dispostos a mostrar que investir em suas regiões é um excelente negócio. Nos três estados, governos estadual e municipais, empresas e universidades estão implementando a formação de pólos de informática. Querem aproveitar ao máximo a abertura do mercado para investimentos internacionais, esperada para outubro, e apostam que o MERCOSUL propiciará a multiplicação dos negócios entre o Brasil e os países do Cone Sul. Como estímulo, oferecem incentivos fiscais, isenção de impostos, linhas de crédito, infra-estrutura e apoio tecnológico, além de boa qualidade de vida para os funcionários e empresários. Em Santa Catarina, o pólo de informática já inclui 80 empresas, os núcleos de pesquisa em Blumenau, Joinville e Florianópolis, e recentemente conquistou a adesão da norte- americana Deico, que vai se instalar no estado. O parque industrial do pólo está sendo implantado a cinco quilômetros do centro da capital, Florianópolis. As vantagens alinhadas pelo governador Vilson Kleinuging vão desde o nível cultural da população até os investimentos do governo em ciência e tecnologia, cerca de 2% da arrecadação do estado, equivalente a US$1,3 milhão por mês, em média. No Rio Grande do Sul, o pólo destina-se à exportação de software. O projeto conta com apoio do CNPq e integra centros de pesquisas das universidades do estado, as prefeituras da capital e de cidades industriais do interior, oferece isenção de 100% de ICMS e 50% de IPTU durante cinco anos. Isenção de impostos e facilidades de crédito também estão presentes no projeto do prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. O Parque de Software já tem uma área de 30 mil m2 na Cidade Industrial e as empresas que aderirem ao pólo receberão da prefeitura os prédios já construídos e o terreno com toda a infra-estrutura. Segundo Lerner, 15 empresas já estão interessadas no projeto. Incluindo as obras, o projeto representa um investimento de US$1,5 milhão. Deve gerar 2.500 novos empregos e conquistar pelo menos 1% do mercado de software do país (O ESP).