GOVERNO DEVERÁ RESTITUIR COMPULSÓRIO EM DINHEIRO

Quem pagou o compulsório cobrado de 1986 a 1988 na compra de automóveis e de combustíveis deverá receber a devolução em dinheiro e não em cotas do FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento), como previa a lei que o criou e, até bem pouco tempo, era intenção do governo. De acordo com Maria Silvia Bastos, diretora financeira do BNDES e secretária executiva do FND, o empréstimo, ou a primeira parcela, deve ser restituído até setembro. Os contribuintes, disse ela, deverão ser informados pelo Correio, tão logo seja decidida a forma de devolução. O governo não sabe ainda se vai fazer a devolução parceladamente ou de uma só vez. O total a ser desembolsado dos cofres do Tesouro é estimado em Cr$10,5 trilhões, dos quais Cr$8,3 trilhões referentes ao compulsório do combustível e Cr$2,2 trilhões ao de automóveis (O Globo).