NEGÓCIOS COM PATENTES NO MERCOSUL

Utilizar a propriedade industrial como instrumento de oportunidades de negócios nos países do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é ainda um caminho desconhecido para os empresários brasileiros, que já tiveram que se depararem com suas marcas sendo copiadas por concorrentes da vizinhança. Para alertá-los sobre as possibilidades que se abrem de realização de negócios conjuntos por meio de contratos de licenciamento de marcas e contratos de exploração de patentes, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com o seu projeto MERCOSUL, apoiado pela Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo) e pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), vai realizar em São Paulo, nos dias 29 e 30 deste mês, um seminário sobre propriedade industrial, transferência de tecnologia e o MERCOSUL. Segundo a diretora do projeto MERCOSUL, Ellen Sampaio, a idéia do seminário nasceu ao se constatar que os empresários brasileiros pouco sabem sobre a propriedade industrial e pensam, por exemplo, que "a marca é de domínio nacional", enquanto para ter sua marca protegida a empresa deve registrá-la não só no país de origem, mas em todos os mercados considerados importantes para seus negócios. O seminário terá como temas: a propriedade industrial e a integração regional, a importância da propriedade industrial na promoção do comércio, o escritório europeu de patgentes e a integração européia, marcas e patentes, situação atual e perspectivas, transferências de tecnologia e oportunidade de negócios. Os organizadores do seminário estão preocupados com duas questões fundamentais, resume Ellen Sampaio: identificar os principais problemas dos diretores de propriedade industrial que possam constituir barreiras à integração comercial e econômica e ressaltar a importância da propriedade industrial como um instrumento efetivo de geração de novos negócios. O subgrupo sete do MERCOSUL, sobre política industrial e tecnológica reuniu os representantes das agências de propriedade industrial de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai que propuseram a criação de um encontro permanente sobre o tema (GM).