Depois de vários planos agrícolas centrados no apoio ao plantio de produtos básicos consumidos no mercado doméstico, o governo decidiu incentivar na próxima safra a cultura de soja, que gera hoje a maior receita cambial entre os produtos agrícolas e tem maior liquidez na comercialização, principalmente no Brasil Central. O ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, disse que o principal estímulo à lavoura vem de forma indireta. Preocupado com a administração de um grande excedente de produção de milho neste ano, o governo pretende desincentivar essa lavoura, que nos últimos anos vinha ocupando áreas antes destinadas à soja. Os preços mínimos do milho e do feijão, outro produto que também está com excedente de produção, deverão ser cortados em até 10%. A intenção do governo é fazer com que áreas do Centro-Oeste, que nos últimos anos passaram a cultivar milho, retornem para a produção de soja. Outro estímulo à produção de soja virá na liberação de recursos para o custeio (GM).