EMPRESAS DE CANHEDO TERÃO DEVASSA

Para comprar a VASP, o empresário Wagner Canhedo não recebeu ajuda apenas do velho amigo Paulo César Farias, o PC, que depositou na sua conta um cheque de Cr$250 milhões em setembro de 1990. Ele recebeu um empurrãozinho também do Banco do Brasil, que lhe concedeu dois empréstimos, num montante de Cr$1 bilhão (não corrigido), na hora do sufoco em que tinha de desembolsar as primeiras faturas da dívida de curto prazo da empresa aérea, da ordem de US$100 milhões, dois meses após efetuar a compra. Os dois empréstimos, que em valores de hoje somam Cr$40 bilhões, foram concedidos, em condições favoráveis, às empresas Viplan (de transporte de passageiros) e Wadel (de cargas), em novembro de 1990. Foi uma triangulação bem arquitetada por Canhedo, certamente com o apoio
48900 de PC: Como não podia tomar emprestado dinheiro público para pagar uma
48900 dívida pública, ele usou as empresas do seu grupo, constatou o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP), membro da CPI do caso VASP. A CPI decidiu realizar uma devassa em 13 das 17 empresas do Grupo Canhedo, entre elas a Viplan e a Wadel (JB).