O governo não arrecadou num um único cruzeiro com as privatizações da Companhia Nacional de Álcalis e da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST). De acordo com os dados fornecidos pelo BNDES, os compradores das duas estatais preferiram efetuar todo o pagamento usando títulos de dívida do governo, as chamadas "moedas podres". A maior parte das 1,1 trilhão de ações da CST vendidas em leilão na semana passada foi paga com títulos de dívida da SIDERBRÁS, que somaram US$472 bilhões. As letras hipotecárias da CEF foram usadas no pagamento de Cr$299,2 bilhões, seguidas pelos Certificados de Privatização, que liquidaram Cr$223,9 bilhões. Na compra da Álcalis, a "moeda podre" mais usada foi o título da dívida da Justiça, responsável pela liquidação de Cr$51 bilhões. Também foram muito usados os títulos da dívida da SIDERBRÁS, que pagaram Cr$34,1 bilhões, e os títulos de dívida da Sotave, uma empresa estatal, que liquidou Cr$34 bilhões (O Globo).