ESFORÇO CONJUNTO PARA EXPORTAÇÃO DE SOFTWARE

A meta pode parecer ambiciosa, mas especialistas do setor garantem que com a coordenação e apoio necessários, o Brasil poderá se tornar até o ano 2000 um significativo exportador de software, atingindo valor na faixa de US$2 bilhões, ou 1% do mercado mundial. Para anunciar medidas visando atingir este objetivo reuniram-se ontem, na 6a. Fenasoft, em São Paulo, representantes da FINEP, do CNPq, do Ministério da Economia, da ASSESPRO, da Secretaria de Ciência e Tecnologia e da TELEBRÁS. Foi criado o Soft- Expo 2000, um esforço unindo CNPq e TELEBRÁS, a partir do interesse da holding de telefonia no país de, principalmente, preservar a capacitação interna em software. O projeto Soft-Expo 2000 irá destinar US$9 milhões para pólos de desenvolvimento de programas de computador, que serão instalados em seis cidades do país, a serem escolhidas até o final do mês. O programa irá criar infra-estrutura de hardware e software nas cidades escolhidas para desenvolvimento de programas (redes de estações de trabalho, pacotes de software para gerência de bancos de dados, entre outros), além de meios para comunicação de dados em alta velocidade entre os núcleos com o país e o exterior. Criará também programas de treinamento sobre todo o software da infra-estrutura, assim como sobre todas as técnicas mais modernas na área. Serão criadas bibliotecas especializadas na área e fornecidas bolsas para contratação, capacitação e aperfeiçoamento dos recursos humanos das empresas. O Soft-Expo 2000 prevê também mecanismos de integração entre universidades e empresas (GM).