Uma exposição dos principais produtos desenvolvidos com seus recursos financeiros marca hoje os 25 anos da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Em paralelo à mostra, a agência federal estará recebendo no mesmo dia Cr$35 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) para financiamento de projetos tecnológicos de empresas. Esses recursos representam a primeira liberação do total de Cr$92 bilhões de FND previstos para a FINEP neste ano. Os restantes Cr$57 bilhões serão liberados em agosto. A FINEP já desembolsou neste ano Cr$65,4 bilhões para empresas e contratou outros Cr$97,7 bilhões, ainda não liberados, havendo disponibilidade de mais Cr$600 bilhões para financiamento com retorno, a juros que variam de 6% a 12%, mais correção pela TR. A maior demanda de recursos está na área de novos materiais e metalmecânica. A FINEP anunciará também o mais recente resultado de seu apoio à pesquisa: o AZT nacional, fabricado pelo laboratório fluminense Microbiológica, fundado há cerca de 12 anos por professores da UFRJ. O medicamento, que inibe a reprodução do vírus da AIDS, começará a ser vendido em meados de agosto, com o nome Zidovudina, pela metade do preço do importado. Além do AZT em cápsulas, a Microbiológica também vai fabricar um xarope para uso pediátrico. O desenvolvimento do AZT consumiu um investimento de US$580 mil, dos quais US$400 mil serão repassados pela FINEP como empréstimo a longo prazo. A comercialização do AZT nacional vai significar uma economia anual de US$20 milhões para o país. Numa primeira etapa, a Microbiológica espera atender a 1.500 pacientes por mês, mas a perspectiva é atender a cerca de 60% do mercado interno (GM) (O Globo).