CPI APURA VÍNCULOS DE PC COM BANCOS

A CPI do caso PC Farias suspeita que a direção dos bancos Rural, Bancesa e BMC esteja envolvida com o esquema PC. A comissão acredita que, no mínimo, os diretores dessas instituições eram coniventes com as irregularidades comandadas pelo grupo do empresário. A CPI encontrou nos três bancos contas bancárias de empresas de PC e de "fantasmas" usados pelo empresário para operar os recursos obtidos através de tráfico de influência dentro do governo. O relator da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), vai convocar por edital os oito "fantasmas" detectados até agora. Há indícios que cinco deles-- Jurandir e Rosalinda Castro de Menezes, Flávio Maurício Ramos, Rosimar Francisca Almeida e Manoel Dantas Araújo-- são nomes fictícios utilizados pela secretária da EPC, Rosinete Melanias. Se os "fantasmas" não aparecerem, as contas em seus nomes podem ser abertas ao público. Os membros da CPI que analisam as notas fiscais da empresa EPC chegaram à conclusão que ela servia para dois fins: arrecadar verbas para campanha eleitoral e receber propinas. A emissão de notas da empresa, para legalizar a entrada do dinheiro, tem características que reforçam essa conclusão. Os membros da CPI acham que, desde o governo de Alagoas, a EPC funcionava como o caixa dos gastos do presidente Fernando Collor. O mesmo esquema foi ampliado quando Collor chegou à Presidência (FSP).