ARGENTINOS QUEREM DETER AVANÇO BRASILEIRO

A União Industrial Argentina (UIA) pediu ontem ao governo proteção contra a invasão de produtos importados do Brasil. A associação empresarial mais importante do país também quer subsídios para exportação e taxas sobre importados que sejam subsidiados nos países de origem. No primeiro trimestre, o comércio entre os dois principais integrantes do MERCOSUL registrou superávit brasileiro de US$250 milhões. A UIA prevê que essa diferença chegará este ano a US$1 bilhão, total que representaria um recorde no comércio entre os dois países. Nota divulgada ontem pela associação afirma que os brasileiros já dominam 40% do mercado argentino de rodas para automóveis, 25% das vendas de calçados e 20% das vendas de móveis. A UIA afirma que o governo brasileiro subsidia a indústria e a produção agropecuária e que a atual política cambial argentina, atrelada ao dólar norte-americano, vem prejudicando as exportações. Os empresários querem redução dos custos financeiros, da energia e dos encargos trabalhistas. Chile-- Industriais chilenos começarão a se reunir com empresários brasileiros e argentinos para discutir a suspensão de barreiras alfandegárias para produtos exportados pelo Chile aos países do MERCOSUL. De acordo com a Sociedade de Fomento Fabril (SFF), os primeiros encontros serão realizados em agosto. Se não houver entendimento, os chilenos poderão retaliar com uma política protecionista contra o mercado comum que surgirá em 1995. O Chile continua sem disposição de integrar o MERCOSUL, mas a SFF quer dialogar (O ESP).