A Polícia Federal do Rio de Janeiro vai tomar, no próximo dia 15, o depoimento do coronel da Aeronáutica, Nereu de Matos Peixoto-- que em 1971 era o chefe de gabinete do comandante da 3a. Zona Aérea, brigadeiro Paulo Penido Burnier--, sobre o caso do desaparecimento do deputado Rubens Paiva, ocorrido em janeiro de 1971 nas dependências do DOI-CODI. A denúncia de envolvimento do coronel da FAB (Força Aérea Brasileira) no caso Rubens Paiva partiu de depoimento de Cecília Viveiros de Castro, prima da esposa de Nereu de Matos Peixoto, que em 1971 foi presa ao retornar do Chile trazendo cartas de exilados políticos. Ela disse que Nereu, na ocasião de quando esteve presa, entrava e saía de uma sala do DOI-CODI onde "um preso gritava desesperado". Mais tarde, Cecília soube que o preso era o deputado Rubens Paiva. Ela disse também ter visto o ex-deputado Rubens Paiva com os olhos esbugalhados, sangrando e reclamando de fortes dores (JB).