Atualmente, a grande preocupação da CEE (Comunidade Econômica Européia) e dos países europeus é a unificação de seu mercado em 1993. Posicionada após as economias do Leste e da África, a América Latina foi qualificada como quarta prioridade pelos representantes da CEE presentes no último dia 20 ao encontro "Europa e América Latina: Processos de Integração e Novas Relações", organizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pelo AEAL (Instituto de Altos Estudos da América Latina), em Paris (França). O diretor geral de Desenvolvimento da Comissão das Comunidades Européias, Francisco Granell, reconheceu a limitação dos financiamentos oficiais dos países europeus à América Latina. Na sua opinião, não existem perspectivas no curto prazo de ampliação desses recursos. Mesmo assim, enfatizou que, em 1991, os europeus investiram US$40 bilhões na América Latina, e os americanos destinaram somente US$11 bilhões, explicou. Para os participantes, os países latino-americanos devem buscar investimentos privados para financiar o desenvolvimento, o que depende de um clima de estabilidade na região. "O futuro das políticas pró- desenvolvimento se baseia cada vez menos na ampliação dos recursos destinados a financiar projetos de desenvolvimento. A ênfase agora deve concentrar-se em financiamentos condicionados que permitam corrigir os desequilíbrios estruturais, influindo nas políticas internas de forma a garantir melhor clima político e social", explicou Granell. O presidente do BID, Enrique Iglesias, destacou que os países latino- americanos não devem contar com o apoio externo para financiar o seu desenvolvimento. A nova integração dessa região na economia internacional deve ser feita de forma competitiva e não defensiva e reivindicatória como no passado (GM).