A Venezuela pretende ampliar suas vendas para o Brasil. Mas ainda encontra como principal entrave as tarifas de importação, apesar do acordo de tratamento preferencial assinado em 1991, afirmou Verónica Caro, vice- presidente da Cámara de Comercio e Industria Venezolano-Brasileira, de Caracas. A balança comercial entre os dois países movimentou US$918,9 milhões no ano passado e deve ficar ao redor de US$1 bilhão neste ano, prevê Verónica. O saldo é ligeiramente favorável à Venezuela, em US$60,9 milhões, principalmente por causa do petróleo, que constituiu cerca de 90% das compras brasileiras do país. As exportações brasilerias são mais diversificadas, incluindo autopeças e máquinas. Segundo Verónica, os empresários venezuelanos gostariam de vender mais ao Brasil, em especial para a região Norte-- mais próxima-- oferecendo alimentos e material de construção. Ela reconhece que as empresas da Venezuela poderiam ter dificuldade de atender aos mercados do Sul, e do Sudeste por causa das quantidades demandadas. Afinal, a Grande São Paulo tem praticamente a mesma população de toda a Venezuela, 18 milhões de habitantes (GM).