CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA CRESCERÁ 5,6% AO ANO

O consumo nacional de energia elétrica crescerá a uma taxa média de 5,6% ao ano, no período de 1992 a 2002. O percentual, embora moderado-- de 1970 a 1991 o aumento médio foi de 8,7%--, exigirá uma significativa expansão do parque gerador brasileiro: os atuais 57,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada terão de saltar para 90,6 GW, com expansão de cerca de 60%, para que o decênio seja atravessado sem, pelo menos, risco elevado de crise de suprimento. Para acompanhar este ritmo, somente a ELETROBRÁS e suas subsidiárias terão de investir uma média anual de US$3,2 bilhões nos primeiros cinco anos. Em síntese, essas são as linhas básicas do Plano Decenal do Setor Elétrico, que acaba de ser concluído pela ELETROBRÁS. A revisão do planejamento vai apontar uma situação de déficit elevado, a partir de 1996, na região Sul-Sudeste. Os investimentos deste ano ficarão abaixo do realizado em 1991: empresas estaduais aplicaram US$1,7 bilhão e federais mais US$1,7 bilhão. Foram, no total, US$3,4 bilhões, que chegaram a US$4 bilhões, quando acrescidos de valores referentes a Itaipu. O orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para investimentos do grupo ELETROBRÁS neste ano foi de US$2,2 bilhões. A previsão, porém, é de que se realize investimentos de US$1,4 bilhão, com queda de 36%. Despois de sair de US$1,4 bilhão em 1992, as empresas do grupo ELETROBRÁS esperam começar a recuperar atrasos, a partir de 1993, aplicando US$2,5 bilhões, montante ainda a ser encaminhado ao Congresso (GM).