FIM DA RESERVA ESTIMULA MERCADO DE "SOFTWARE"

Empresas de "software" aguardam com otimismo o fim da reserva de mercado para equipamentos, esperado para outubro próximo. A expectativa é de que, com o aumento da concorrência e a chegada de maior número de fabricantes estrangeiros, haja queda expressiva no preço dos computadores e, como consequência natural, maior procura por "software". A previsão passa não só por multinacionais, que revendem aqui produtos consagrados internacionalmente, como também nas "software houses" nacionais. Estas, com menor parcela do mercado, confiam na competitividade de suas soluções, já que algumas delas começam até a ser exportadas. A maioria dos empresários do setor acredita que o impacto favorável não será só devido ao término da reserva de mercado. Apostam na tendência mundial de menores preços dos equipamentos. Confiam, também, na disseminação da cultura do uso de computadores e, ainda, no estágio tecnológico em que se encontra a microinformática, onde os chamados PC estão com cada vez maior capacidade de processamento e mais baratos, conquistando assim maior faixa de adeptos. Por outro lado, cresce a utilização de computadores interligados entre si em redes, formando sistemas que demandam vasta utilização de "software". O mercado nacional de "software" estava na faixa de US$400 milhões em 1990, podendo chegar a US$1 bilhão este ano. Para as multinacionais que atuam na área de "software" no Brasil a expectativa atual não é só quanto à abertura do mercado de "harware". A torcida é de que seja aprovado o mais breve possível projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados que irá rever a Lei de Software. Nele, está o fim da necessidade das empresas estrangeiras (as que estão no mercado de micros e sistemas médios) de comercializar seus produtos somente através de um distribuidor brasileiro. Começa hoje em São Paulo a 6a. Fenasoft (Feira e Congresso Internacional de Software). Cerca de 500 mil pessoas devem visitar a feira, uma das mais importantes do país, que irá até o próximo dia 24. Mais de 900 empresas nacionais e estrangeiras estarão apresentando seus produtos. Devem ocorrer, segundo os organizadores, de 1.600 a 2.000 lançamentos. São esperados o fechamento de negócios no montante de US$1 bilhão (GM) (FSP).