FORMADA COMISSÃO QUE VAI ESTUDAR SETOR DE BORRACHA NO MERCOSUL

Dentro de no máximo 30 dias, uma completa radiografia do setor de borracha e derivados no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) deve estar concluída, apontando a produção, o consumo e as possibilidades de negócios não apenas entre os quatro países do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas, sobretudo, entre o MERCOSUL e seus fornecedores de matérias-primas, como os produtores de borracha natural do Sudeste Asiático. A decisão do levantamento destes índices produtivos, incluindo ainda o número de empregados, empresas, faturamento setorial e comércio externo foi a primeira medida prática decorrente da criação, no último dia 17, da Comissão de Indústrias de Borracha do MERCOSUL (Comincaucho), em Buenos Aires, onde se reuniram a Federação Argentina da Indústria de Borracha (FAIC), a Câmara da Indústria de Borracha e Afins do Uruguai (Cicau), a Associação Nacional dos Fabricantes de Artefatos de Borracha (Anfab) e a Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Borracha (Abiarb), ambas do Brasil. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha do Rio Grande do Sul (Simborsul), Geraldo Rodrigues da Fonseca, a nova entidade-- cujo secretário geral será o vice-presidente da argentina FAIC, Mario Arabia-- deve voltar a se reunir no dia 24 de setembro, em São Leopoldo (RS). Em 1994, esclarece Fonseca, a presidência da Comincaucho vem para o Brasil, e, em 1995, se transfere para o Uruguai. "A partir da próxima reunião, vamos detalhar a estrutura dos custos de produção, para, então, adotarmos políticas comuns de comercialização", finalizou ele (GM).