O Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) discutiu ontem, na segunda reunião sobre o plano de safra 1992/93, o ponto básico que alavanca as medidas de incentivos à produção: a liberação de recursos aos produtores. Os conselheiros criticaram os mecanismos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que impedem a injeção de novos recursos do Tesouro Nacional no financiamento agrícola, restringindo capital disponível ao retorno das aplicações já feitas. A Organização das Cooperativas Brasileiras não pode referendar um plano
48729 de safra sem recursos garantidos, afirmou o presidente da entidade, Wilson Thiesen. A Frente Ampla, que congrega, além a OCB, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), apresentou uma proposta de plano de safra calculando em US$5 bilhões o volume necessário para financiar a produção. Este documento, junto com as posições da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e do relatório do secretário-executivo do CNPA, Saulo Queiroz, está sendo discutido e serve de base para as sugestões que serão levadas à política agrícola oficial (GM).