ESQUEMA PROTEGE URÂNIO ENRIQUECIDO

O transporte de urânio enriquecido, que será utilizado na recarga da usina nuclear de Angra 1, foi marcado por um forte esquema de segurança. O grupo de emergência da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), formado por engenheiros e físicos, acompanhou, ontem, o carregamento do material radioativo, cuja última remessa chegou no dia 18 de avião, por causa da pressão do Partido Verde alemão, contra o transporte marítimo de cargas radioativas. O material veio da Siemens alemã. Ao todo, uma carga com nove toneladas de urânio seguiu em direção a INB (Indústria Nuclear Brasileira), em Resende (RJ), acompanhada por técnicos, preparados para acionar uma rede de socorro de emergência, no caso de um acidente nuclear. O diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da CNEN, Anselmo Paschoa, explicou que o carregamento será utilizado na recarga do reator de Angra 1, prevista para 1993. Segundo ele, com a usina operando com 50% de sua capacidade, não há necessidade de recargas tão frequentes. O carregamento que chegou ao Rio de Janeiro-- e mais uma parte que deve chegar em agosto-- vai totalizar 15 toneladas de urânio enriquecido para a recarga que deve acontecer em outubro do próximo ano. A última aconteceu em setembro do ano passado. Paschoa disse ainda que a recarga de 1994 poderia ser feita com urânio enriquecido no Brasil-- que já domina todo o ciclo tecnológico em escala piloto--, se fossem investidos recursos para a produção em escala industrial (JB).