O MERCOSUL terá até o final do ano um grupo especial para discutir questões ligadas a ciência e tecnologia. O novo grupo, chamado de reunião especializada de ciência e tecnologia, vai funcionar como um MERCOSUL: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. A idéia é ampliar a cooperação científica entre os pesquisadores, institutos e universidades dos quatro países, dentro de uma política comum de desenvolvimento. Uma das primeiras medidas do grupo deverá ser a criação de uma rede de informações do MERCOSUL, interligando os principais centros de pesquisas dos países-membros, com serviços de correio eletrônico, acesso remoto a banco de dados e transferência de arquivos. Programas bilaterais (Brasil/Argentina), que já existem nas áreas de biotecnologia e informática, também poderão ser estendidos ao Uruguai e Paraguai. A agropecuária, biotecnologia, eletrônica, tecnologia de alimentos e couros poderão ser as áreas mais beneficiadas com a integração proporcionada pelo MERCOSUL. A formação do grupo sobre ciência e tecnologia foi acertada durante a última reunião dos presidentes dos países do MERCOSUL, em Las Lenas, na Argentina. Agora, os técnicos dos governos preparam um cronograma de trabalho para ajustar as discussões do novo grupo com os de outras áreas que já estão realizadas. Muitos dos principais problemas que deverão ser equacionados para a total integração do mercado comum, a partir de 1995, como a harmonização das normas técnicas para as indústrias e a certificação dos produtos-- que garante o selo do MERCOSUL-- deverão ser tratados também dentro da reunião especializada de ciência e tecnologia. O cronograma do Tratado de Assunção é apertado, disse Manuel Lousada, da Secretaria de Ciência e Tecnologia da Presidência da República. Para ele, a área de ciência e tecnologia é um vetor importante, a longo prazo, para a integração dos países, já que não está presa a questões imediatistas. O mais importante, disse ele, é que os países entrem numa convergência cultural, da mesma forma que existe na Europa (JC).