O programa brasileiro para a exploração do espaço precisa ser repensado antes que morra. É o que defendeu o engenheiro Gilberto Câmara, do INPE, durante a mesa-redonda "O programa espacial brasileiro", ontem, durante a 44a. Reunião Anual da SBPC, em São Paulo. Segundo ele, o Brasil gastou até hoje no programa Missão Espacial Completa Brasileira mais de US$500 milhões, a maior parte em infra-estrutura. Para o engenheiro do INPE, o Brasil não pode abandonar o desenvolvimento de tecnologia no setor, mas poderia gastar menos em infra-estrutura fazendo só o que é realmente necessário. O coordenador da mesa, Aydano Carleial, também do INPE, disse que o coração do programa-- o satélite-- custou relativamente pouco. "O custo direto do primeiro satélite brasileiro (o Satélite de Coleta de Dados 1) foi de pouco mais de US$13 milhões". O programa espacial nasceu em 1981 com previsão de investimento de US$850 milhões. O objetivo era desenvolver um foguete lançador para satélites de pequeno porte e dois tipos de satélites experimentais de órbita baixa e lançar quatro outros no período de 1989 a 1993 (JB).