CHILE DESISTE DE PARTICIPAR DO MERCOSUL

Como o Chile ainda tem uma situação econômica boa, não há razão para que se una ao MERCOSUL ou a qualquer outro grupo internacional, do tipo Comunidade Européia (CE), assinalou o presidente chileno Patricio Aylwin, ontem, ao encerrar uma visita de três dias à sede da Comunidade Européia. Aylwin disse que não há dúvida de que um processo de integração será um passo fundamental para seu país, mas que o Chile não está pronto para dar esse passo. E destacou: "Pode-se considerar que estamos 40 anos atrasados". O Chile certamente tem vontade de se unir ao MERCOSUL (integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mas as condições no país ainda são incompatíveis com as características dos países do MERCOSUL, disse o presidente Aylwin. O Chile aplica taxas alfandegárias diferentes dos demais-- apenas 11% sobre todos os produtos-- uma situação incompatível com o que ocorre em outros países, cujas taxas alfandegárias variam de 50%, acrescentou o presidente. Além disso, temos pontos de vista diferentes a respeito do
48664 desenvolvimento econômico, com relação aos países do MERCOSUL, em
48664 particular no que se refere à questão do protecionismo, coisa que não
48664 temos no Chile, observou. O índice de inflação no Chile é muito mais baixo do que o de outros países. O Chile tem um acordo de livre comércio com o México, pois têm economias semelhantes, disse (JC).