O Ministério da Economia está exigindo exame de prevenção do vírus da AIDS para que os 500 aprovados no concurso de fiscais da Receita Federal possam assumir seus cargos, segundo denunciou ontem o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Tesouro Nacional (Sindifisco). A presidente da entidade, Maria Isabel Mattos de Almeida, classificou como discriminatória a exigência e colocou o departamento jurídico do sindicato à disposição dos concursados que queiram assumir seus cargos sem a apresentação do exame. O sindicato está orientando os aprovados a impetrarem mandato de segurança. A diretoria do Programa de AIDS do Ministério da Saúde, Lair Guerra de Macedo, explicou que a atitude do Ministério da Economia contraria normas internacionais e do próprio Ministério da Saúde, que recomendam a não exigência do exame em procedimentos de admissão de funcionários. A diretora determinou que a Comissão de AIDS investigue a exigência do Ministério da Economia. O presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS), Herbert de Souza, também secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), pediu ontem que o ministro da Saúde, Abid Jatene, interfira junto ao Ministério da Economia para acabar com a "exigência absurda" de exames de AIDS nos candidatos recé-m- aprovados em concurso de fiscais da Receita Federal. Também o governo do Ceará está exigindo, desde o último dia 13, o exame do HIV para qualquer pessoa que vá integrar o seu quadro funcional (O ESP).