O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), cujo objetivo explícito é a formulação de um mercado comum e de uma união aduaneira, "não deve ser considerado no mesmo contexto da limitada prioridade seletiva anteriormente legitimada nos termos da Cláusula de Habilitação", observou o embaixador dos EUA, Richard Melton, ao justificar a posição norte-americana de exigir que as regras do MERCOSUL sejam submetidas ao Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT)-- à luz do artigo XXIV, o que contraria o desejo do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Na falta de um consenso sobre a dinâmica mais apropriada para examinar a formação do MERCOSUL, decidiu-se que o Comitê de Comércio e Desenvolvimento do GATT terá seis meses para elaborar um parecer sobre o assunto. O embaixador Melton ao comentar essa questão, disse: "Como dizem nossos representantes em Genebra já existe uma maneira de se fazer isso. O artigo mais apropriado é o XXIV. O mecanismo mais adequado é esse. Não é só a posição dos EUA, não se trata de uma posição unilateral, mas de outros países também" (GM).