COMPENSAÇÃO AOS BANCOS

A reestruturação da dívida de US$6,4 bilhões que o país tem com agências de bancos brasileiros no exterior-- sendo que mais da metade desse total representa débitos junto ao Banco do Brasil-- começa em breve e trará uma opção a mais além do "menu" de opções oferecidas aos bancos credores internacionais: possivelmente, um bônus com prazo de 15 anos, sete de carência, sem redução de juros ou desconto, e também sem garantias. A idéia do governo é compensar as agências de bancos brasileiros no exterior, que muitas vezes foram induzidas a captar recursos para aplicação no país, e que teriam sido sensivelmente prejudicadas com a transformação das linhas interbancárias (Projeto 4) em créditos voluntários a partir do ano passado. Com o fim do interbancário compulsório, esses financiamentos feitos por bancos estrangeiros e bancos brasileiros no exterior tornaram-se bastante escassos e caros. O negociador da dívida externa brasileira, Pedro Malan, disse ontem que o acordo de princípios com os bancos privados prevê desembolsos de juros de US$2 bilhões anuais a partir de 1993. Para ele, "os riscos do acordo estão ligados ao desempenho do programa econômico; se tudo der errado, o acordo não dará certo" (GM).