EX-DIRETOR DO COMIND DIZ QUE TENTARAM SUBORNÁ-LO

O ex-diretor do banco Comind para a área internacional, Peter Egon de Svastich, afirmou ter recebido uma proposta de suborno no valor de US$2 milhões, quando o banco já se encontrava em fase de liquidação. Segundo o ex-diretor, a proposta partiu de pessoas ligadas à comissão de liquidação do Banco Central e se referia à venda de um banco que o Comind possuía no exterior, o Crédit Français International. Peter Egon disse ainda que "a máfia das liquidações, comandada por José Tupy Caldas Moura, não tem nenhum interesse em apressar a solução do caso Comind". Ele afirmou que perdeu a esperança de ver o caso Comind resolvido depois que foi assinado o acordo de renegociação da dívida externa brasileira, porque agora os bancos vão receber seus créditos, embora algum deles
4862 não integralmente. Peter Egon de Svastich disse que até agora não foi chamado para depor, embora se tivesse oferecido diversas vezes. No último dia 7, ele denunciou um empréstimo irregular de US$10 milhões concedido pelo Comind aos seus próprios controladores-- Paulo Gavião Gonzaga e Carlos Eduardo Quartin Barbosa--, com a anuência do BC (O ESP).