ASSASSINATO DE GOVERNADOR TEM VERSÃO POLÍTICA

Em depoimento na 13a. Vara Criminal de São Paulo, Edilson Alves do Carmo, um dos assassinos do governador do Acre, Edmundo Pinto, encontrado morto no Hotel Della Volpe, na capital paulista, dia 17 de maio, afirmou que o crime teve motivação política. Edilson disse à juíza Maria Cristina Catrofi haver recebido, depois do assassinato do governador, uma carta com ameaças de morte, caso não confirmasse à polícia a versão de assalto. Ele se recusou a revelar quem poderia ter interesse na morte de Edmundo Pinto. O ex-governador estava envolvido em suspeitas de favorecimento à construtora Norberto Odebrecht para obras em Rio Branco com recursos do Ministério do Trabalho e Previdência Social, na gestão do ex-ministro Antônio Rogério Magri (JB).