O depoimento do diretor-administrativo da Construtora Andrade Gutierrez, Eduardo Borges de Andrade, aumentou a convicção da Polícia Federal de que o empresário Paulo César Farias recebia propinas através de pagamentos à sua empresa de consultoria, a EPC (Empresa de Participações e Construção Ltda.). Os pagamentos foram feitos mediante recibo, e as notas fiscais estão com a PF. Só a Andrade Gutierrez pagou à EPC US$1,7 milhão (Cr$6,8 bilhões, ao câmbio paralelo). Segundo Borges de Andrade explicou ao delegado Paulo Lacerda, que preside as investigações, o dinheiro dizia respeito ao pagamento de serviços de consultoria. Mas ele não soube dizer que serviços eram esses (O Globo).