O curador de menores de Alagoas, Sérgio Jajucá, acusou ontem a ex- presidenta da FCBIA (Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência), Maria de Fátima Borges de Omena, seu marido, o deputado estadual Francisco das Chagas Porcino, e a ex-diretora do escritório da Fundação em Maceió, Rita Prado, de formação de quadrilha e de desviar mais de Cr$1 bilhão-- em valores de 1991. Os recursos deveriam ter sido destinados a programas para as crianças pobres do sertão, do agreste e da capital alagoana. "Os três repassaram recursos federais para instituições fantasmas. Parte do dinheiro beneficiou entidades filantrópicas ligadas à família de dona Rosane Collor (primeira-dama) e ao empresário Paulo César Farias", revelou Jajucá. Ele informou que o TCU (Tribunal de Contas da União) fará uma averiguação de todos os atos praticados por Fátima durante sua gestão (O Globo).