BRASIL RECEBE MAIS CAPITAL EXTERNO

O Banco Central anunciou ontem que os investimentos diretos no país, nos primeiros seis meses de 1992, somaram US$3,2 bilhões, mais que o dobro do que foi registrado durante todo o ano passado (US$1,4 bilhão). A maior parte dos recursos foi direcionada para aplicações em bolsas de valores, num total de US$2,2 bilhões. O restante foi destinado a investimento de risco em multinacionais. A área econômica considera o ingresso de US$1 bilhão em capital de risco um motivo de comemoração. Afinal, em apenas um semestre, o investimento estrangeiro no setor produtivo da economia aumentou 48% em relação ao total registrado em 1991. A entrada destes recursos representa criação de novos empregos e aumento da arrecadação, que o governo pretende estimular com a redução das restrições previstas na legislação sobre capital estrangeiro. A captação total de recursos externos no primeiro semestre, incluindo os investimentos diretos, financiamentos e empréstimos em moeda, chegou a US$9,5 bilhões. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, estima que até o fim do ano este valor chegará a US$20 bilhões. Em 1991, a captação externa foi de US$11,6 bilhões (O Globo).