SALDO COMERCIAL ATINGE US$1,62 BILHÃO

As exportações brasileiras estão em crescimento, enquanto as importações permanecem estagnadas em plena temporada de abertura do país ao mercado internacional. Essa tendência, que vinha sendo esboçada há alguns meses, foi confirmada com o resultado da balança comercial de junho, anunciado ontem pelo DECEX (Departamento de Comércio Exterior). O superávit alcançado foi de US$1,62 bilhão, o maior desde maio de 1990. O desempenho ficou 66,32% acima do registrado em junho de 1991 e 12,5% além do verificado em maio. As exportações, de US$3,245 bilhões, cresceram 15,4%, contra importações de US$1,625 bilhão, que registrou queda de 11,59% em comparação a junho de 1991. No acumulado do primeiro semestre do ano o desempenho das exportações registrou um valor recorde de US$16,908 bilhões, 2,11% acima do mesmo período do ano passado. As importações ficaram praticamente no mesmo patamar de 91, totalizando US$9,366 bilhões. O saldo do semestre atingiu US$7,542 bilhões, um pouco além dos US$7,195 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O maior peso nas exportações este ano vem dos produtos acabados, que já respondem por 60% do total das vendas externas. Em junho, o setor cresceu 32,05% em relação a junho de 1991. O destaque foi para as exportações de automóveis, seus componentes e peças, motores, veículos de carga e calçados. Com importações de US$1,26 bilhão no primeiro semestre deste ano, a Argentina passou a ser o segundo principal parceiro comercial do Brasil logo após os EUA, que no mesmo período importaram US$3,39 bilhões em produtos brasileiros. Em junho isoladamente a Argentina ocupou o sexto lugar, comprando do Brasil o equivalente a US$208,47 milhões. Japão e Alemanha-- no semestre passado-- foram os dois únicos parceiros, da lista de 10 países que juntos correspondem a 65% das exportações brasileiras que tiveram queda. O país vendeu menos 23,76% ao Japão e 17,63% a menos à Alemanha, comparando janeiro-junho de 1992 com o mesmo período de 1991. Em relação a junho de 1991, as exportações para os países-membros da CEE (Comunidade Econômica Européia) cresceram 32,88% no mês passado. Das 30 empresas maiores exportadoras brasileiras, que respondem por mais de 67% das receitas com a venda de mercadorias para o exterior, quatro são montadoras de automóveis (Fiat, General Motors, Volkswagen e Mercedes- Benz). A maior exportadora brasileira é a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), que exportou US$506,7 milhões no primeiro semestre (GM) (FSP) (O Globo).