O grupo de investidores estrangeiros formado há dois anos almoçou ontem, em Brasília (DF), com o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, e sua equipe para avaliar os trabalhos já feitos desde que os empresários apresentaram, no ano passado, uma pauta de medidas a serem adotadas para dinamizar a entrada de capital externo. O ministro salientou que os pedidos encaminhados pelos empresários são bem menores e que o cenário atual é de maior tranquilidade para investir. "Este grupo é formado por pessoas que acreditam firmemente no Brasil, já que é um país estratégico para qualquer empresa do mundo", afirmou o presidente da Rhodia, Edson Vaz Musa, porta-voz do grupo. Ele lembrou que assim como sua empresa, outros grupos estrangeiros não deixaram de investir no Brasil. De acordo com números do Ministério da Economia, os investimentos diretos, que desde 1950 totalizaram US$34 bilhões, deverão chegar a US$2 bilhões somente este ano. Em 1990, as empresas estrangeiras aplicaram diretamente em suas unidades no Brasil US$400 milhões e US$750 milhões no ano passado. Musa disse que alguns pontos importantes entre as reivindicações dos empresários já foram atendidos, como o fim da reserva de mercado para a informática e a alteração da lei que limitava a remessa de lucros ao exterior em 12% do capital registrado. A expectativa desse grupo de empresários, segundo Musa, é que seja retirado da Constituição o termo capital estrangeiro. "Ele deve ser tratado como qualquer empresa", enfatizou (GM) (JB).